Motoristas x Ciclistas x Pedestres

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Os Grandes centros urbanos nos últimos anos vêm sofrendo com várias alterações em relação ao estilo de vida de seus habitantes, gerando novas demandas e problemas. Os grandes congestionamentos, a superlotação do transporte público, a desvalorização do pedestre e a poluição fazem parte de uma problemática que atinge todas metrópoles brasileiras. Com isso, o uso de meios de transporte alternativos, como a bicicleta, aparece como uma opção benéfica para amenizar esse caos urbano de nossas cidades.

Atualmente muitas cidades estão em busca de minimizar as consequências geradas pela centralização de um único meio de transporte, por meio de políticas que visam desestimular o uso do carro e com a construção de ciclovias. No Brasil têm se tomado várias medidas para estimular as grandes cidades a inserirem esse meio de transporte sustentável nas suas malhas viárias. São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Curitiba e Brasília são algumas das capitais que vêm dando um bom exemplo e implantando dezenas e até mesmo centenas de quilômetros de ciclovias.

Em Brasília a iniciativa surgiu em 2011 com o desenvolvimento do plano cicloviário que prevê a construção de redes em todas as regiões administrativas do DF. Atualmente a capital federal possui cerca de 600 km de faixas exclusivas para bicicletas, além de ter iniciativas que visam o estímulo, como as estações de aluguel de bicicleta próximas as regiões centrais.

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A diversidade de rotas e redes cicloviárias proporcionou à população do Distrito Federal um novo estilo de vida e uma nova forma de se deslocar na cidade, gerando um aumento no número de usuários de meios de transporte não motorizados, ocasionando em um problema bastante sério, que é o conflito entre motoristas, ciclistas e pedestres.

Afinal, onde transitar além do seu meio comum? Ciclistas podem andar na pista de veículos ou na calçada? Pedestres podem transitar pela ciclovia? Carros podem circular pela ciclovia?

São questões que intrigam usuários e cujas respostas podem ser surpreendentes, por exemplo, veículos em atendimento a situações de emergência podem sim circular em ciclovias, respeitando a segurança dos usuários. Para responder a algumas dessas perguntas, se utilizará como base a lei distrital sobre o sistema cicloviário e as recomendações e leis do Departamento de Trânsito:

“…Ciclistas podem andar na pista de veículos ou na calçada?…”

Em regra, o ciclista deve sempre circular por ciclovia ou ciclofaixa, mas na ausência de ambas e de acostamento, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) recomenda que o mesmo poderá circular pela linha de bordo no mesmo sentido dos veículos, com isso, o motorista deve manter uma distância mínima de 1,5 m da bicicleta.

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“…Pedestres podem transitar pela ciclovia?…”

A lei distrital sobre o sistema cicloviário do DF não específica nada sobre a circulação de pedestres nas ciclovias. Com relação a exclusividade, o Departamento de Trânsito (DETRAN) adverte que as faixas contínuas em vermelho, servem para informar que aquele espaço é de uso específico de usuário que transitem de bicicletas, patins, patinetes e skates. A circulação de pedestres nas ciclovias, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro será permitida somente na ausência de calçada.

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Pedestres possuem prioridade sob ciclistas e ambos sob os motoristas, de modo geral, essas são leis e recomendações básicas para um convívio saudável entre esses três atores. No caso dos usuários das ciclovias, quando se depararem com pedestres, mesmo que estando errados, a recomendação é diminuir a velocidade ao ultrapassar, o que deve ser seguido também na relação entre o motorista e o ciclista. E claro, sempre transitar com os devidos equipamentos de segurança.

marceloMarcelo Aquino é arquiteto e urbanista formado pela Universidade de Brasília.

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